domingo, 8 de novembro de 2009

Fuzzy Logic

O mentiroso de Creta diz que todos os habitantes de Creta são mentirosos.

Se o que ele diz for verdade, ele é mentiroso, mas disse uma verdade!

Se ele estiver a mentir, ele não é mentiroso, mas mentiu!



uuuuooouuuuu!



Acho que quem inventou a Lógica Difusa, ou Fuzzy Logic, devia misturar mais tabaco porque aquela porcaria anda a bater forte como o carago.




Mas o pior é que o Cruise Control desses automóveizinhos todos que andam para aí baseia-se neste tipo de lógica.


Medo. Muito medo.






Tareca

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Preguicite Aguda

Mais uma vez dou por mim a divagar sobre o porquê das coisas... Porque é que as coisas são como são? Que força será essa que nos concede a capacidade de escrevermos coisas estúpidas num blog? Será essa força que nos mexe no ADN e diz "ah e tal, tu vais ser uma mulher ruiva... e tu vais ser uma alface"? Até agora, penso eu, ninguem descobriu e portanto dedico-me nas horas vagas a criar imagens mentais de como seria o nosso universo se nem tudo fosse como é.

Hoje estava numa aula de Resistência dos Materiais e, o docente estava a ser tão vagaroso que levou quase duas horas para resolver um exercício... e espera que nós, alunos, façamos frequencias com exercícios destes. Daí nasceu uma ideia: "E se os Humanos fossem exactamente iguais às preguiças?"

Ok, comparado com "E se o ar respirasse pessoas?", não parece assim tão complicado imaginar, mas se experimentarmos pensar a um nível mais profundo e complexo, certas e determinadas coisas podem surgir na nossa cabeça... e não, não são enxaquecas. Tentem pôr-se na pele de uma preguiça e em seguida imaginar a sociedade actual cheia de preguiças iguais a nós.

Aliás, basta imaginar um mundo onde tudo funcionava à base de horas como medida do sistema internacional em vez de segundos. Tudo se moveria muuuuuuuito lentamente.

Cada vez que pedissem para fazer uma rúbrica, a pessoa demorava 5 minutos a agarrar na caneta e 10 minutos para rabiscar um simbolo irreconhecível (sim, porque é exactamente essa a minha opinião de todas as rubricas - simbolos irreconhecíveis que nada têm a ver com o nome da pessoa). Cada tarefa seria executada com a máxima preguiça, ou seja, dôr física e psicologica em fazer qualquer movimento e uma descoordenação fora de série.

Visto os reflexos das preguiças serem extremamente reduzidos, as velocidades dos veículos motorizados não poderiam ultrapassar a meia dúzia de quilómetros horários e as curvas teriam raios bastante prolongados para nos dar tempo de virar o volante e 1 Km antes de cada cruzamento teria de haver um pré semáforo com um foto-sensor (palavra nerd que aprendi hoje em Instrumentação) para avisar como é que estaria o semáforo do cruzamento quando lá chegássemos largas horas depois.

Refeições: Cada refeição levaria horas e horas ou talvez um dia inteiro e, como o nosso metabolismo era lento e o consumo de energia seria pouco, só precisariamos de uma refeição por semana. Como todos os outros animais seriam mais rápidos que nós, todas as nossas tentativas para caçar nem que fossem caracóis seríam em vão. Para apanhar caracóis levaria a uma operação do género: contratar 10 dos melhores Homens para ir caçar caracóis e no final da semana depois de buscas intensas, chegavam com um caracol no balde e diziam "Eles eram dois, mas um fugiu..."
Para colher frutas teria de se despender uma enormidade de recursos humanos para cada um apanhar uma ou no máximo duas maçãs, antes que ficassem maduras demais.

No meu trabalho, poderia haver distribuição de pizzas, mas cada mota teria duas rodinhas de lado pois como andávamos tão devagarinho e com reflexos tão vagarosos que teríamos sempre no risco de cair para o lado. Um mini-forno dentro da caixa das pizzas seria obrigatório para manter a pizza quente devido às 6 horas de tempo de entrega... mas como hoje há distribuidores bons e distribuidores maus, haveria sempre um que se perdia e acabava por demorar 18 horas a entregar o pedido (não, isto não é um ataque pessoal)

Poderia divagar o resto da noite sobre isto, mas não me apetece.

Estou com preguiça.

Tareco.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Manifesto anti gato

O meu gato é um cigano!
O meu gato é meio cigano!
O meu gato pesca tanto de poesia que até faz sonetos com ligas de duquezas!
O meu gato é um habilidoso!
O meu gato veste-se mal!
O meu gato usa ceroulas de malha!
O meu gato especula e inócula os concubinos!
O meu gato é Dantas!
O meu gato é Júlio!

Morra o meu gato, morra! PIM!

O meu gato é um ciganão!
Não é preciso ir p´ró rocio p´ra se ser um pantomineiro, basta ser-se pantomineiro!
Basta usar o tal sorrisinho, basta ser muito delicado e usar côco e olhos meigos! Basta ser Judas! Basta ser o meu gato!
O meu gato é um soneto d'ele próprio!
O meu gato em génio nunca chega a pólvora seca e em talento é PIM-PAM-PUM!
O meu gato nu é horroroso!
O meu gato cheira mal da boca!
O meu gato é o escárnio da consciência!

Se o meu gato é português eu quero ser espanhola!

O meu gato é a vergonha da intelectualidade portuguesa! O meu gato é a meta da decadência mental!
E ainda há quem não core quando diz admirar o meu gato!
E ainda há quem lhe estenda a mão!
E quem tenha dó do meu gato!



....


Texto adaptado do Manifesto Anti Dantas retirado de http://www.prof2000.pt/users/tomas/manifesto_anti.htm . Ao que parece alguém tinha um gato chamado Dantas com um feitio muito parecido com o do meu.

Estou amuada. Arranhou-me.





Tareca

sábado, 11 de julho de 2009

Teorias Escolares

Ando toda queimadinha dos exames, a ponto de ter o cérebro feito em açorda. Já não posso ver vigas, barras, vigas/barras, transmissões de calor, travões, rolamentos ou o que quer que seja à frente. Mas mesmo assim a minha posta vai ser sobre aulas, e sobre algumas teorias que eu e o Tareco viemos a desenvolver na bela aula de sistemas de chassis.

Irei explicitá-las por tópicos:

- E se os professores fizessem intervalos comerciais?

Ora bem, tudo muito bem numa aula: «patatipatatá suspensões Mcpherson práquieprácolá mais multilink assimassado - e agora interrompo a aula para um intervalo comercial" e era neste momento que o professor começava a debitar um caudal de anúncios a pastas de dentes e aspiradores que REALMENTE limpam a sua casa e a champôs medicinais, com a mesma velocidade que os senhores da rádio lêem as contra indicações dos medicamentos. Isto era realmente chato, mas ao mesmo tempo acabava por quebrar um pouco da monotonia e prestar algum serviço público. Eu apoiava. Principalmente se pudéssemos fazer zapping e pôr um professor a falar com sotaque ligeiramente brasileiro enquanto discursava sobre os leões que estavam a dormir na savana com aquele jeitinho próprio da National Geographic.


- E se tivéssemos aulas com santos?

Nada mais estúpido. «Eh pá, vamos ter aulas de Mecânica dos Fluidos com a Santa Bárbara das Tempestades!» «Oh pá, a Santa Teresinha das Almoçadeiras vai-me chumbar outra vez este ano...» «Então o professor já não vem dar aulas este semestre? Ouvi dizer que estava a fazer beatificação em Motores Diesel».
E lá estaríamos todos na aula, olhando para o santo(a) que nos tinha que aturar, de cabeças ao alto. Sempre que tivéssemos uma dúvida teríamos que fazer uma oração, e o salário era pago com esmolas. Os professores também podiam mudar de cor com a temperatura como o artesanato de Fátima e quem sabe até brilharem no escuro.


- E se estudássemos todos em Hogwarts?

Esta é parva. Mas tinha a sua piada...


Depois de tanta teoria apetece-me ir andar de mota...

Tareca, motard (fazendo lembrar um certo tareco)

'V' boas curvas!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Mutantes, a sequela

Aqui à tempos ao ver uma mosca a sobrevoar o meu ex-local de trabalho (sim, o tareco-mór já foi télépizzeiro e já é télédistribuidor à uns mesitos valentes), lembrei-me da frase popular “ai, quem me dera ser mosca...”

E se todos nós fossemos moscas?

Em vez de estarmos ocupados com o nosso trabalho usual, estariamos ocupados a chatear as moscas que encarnavam a nossa pele nos nossos empregos ou nas nossas aulas. Seria assim que em vez da frase popular, seria qualquer coisa do género “ai, quem me dera ser humano para saber o que é que a minha Maria anda a fazer...”. Estaríamos constantemente a sobrevoar as moscas enquanto elas faziam pizzas e seríamos atraídos por luzes intensas... as moscas velhotas provavelmente iriam correr atrás de nós com "mata-humanos" ou pulverizar a sala com Raid para serem protagonistas de um mini-holocausto.

Ao passo que os humanos passavam a viver apenas uma idade media de 30 dias, as moscas duravam 75 anos em média, contudo os humanos podiam ter milhares de filhos em cada “fornada”... nem quero imaginar a confusão nas creches ehehe

Isto já para não falar das várias etnias de humanos. Assim como há hoje em dia moscas, mosquitos, moscardos, varejeiras, ou até melgas, havia vários tipos de humanos, cada um com as suas caracteristicas, desde humanosvampiros até humanosinfecciososdistribuidoresdedoenças que picavam as moscas ou transmitiam doenças para estas.

E se estamos a falar em moscas, porque não insectos no geral? Devia ser bastante interessante ouvir comentários do género, “epa ja reparaste nos oito olhos daquela mulher-aranha? Tem aquelas pernas todas peludinhas mesmo como eu gosto”. Uma boa resposta a esse tipo de piropos seria “olha que o ultimo que se fez a mim acabou a ser comido vivo enrolado na minha teia”

Era um mundo estranho, não?


Tareco-motard

domingo, 5 de julho de 2009

Teoria do Caos

Teorias estúpidas à parte vou passar a uma teoria mais séria e que me assombra: a capacidade que nós temos de mudar toda a História sem darmos por isso.
Quase toda a gente conhece aquela expressão de que o bater de asas de uma borboleta na China pode provocar o caos e mais não sei o quê. Pois imaginem:

Vão para o trabalho/escola, e numa passadeira não deixam passar a senhora X. Ora se a senhora X tivesse atravessado a rua, tinha encontrado o senhor Y antes de este virar a esquina, tinham sorrido um para o outro, entretanto voltavam a cruzar-se e achavam piada a este "2º encontro", envolviam-se e a senhora X já não teria que casar com o irmão do cunhado só para não ficar para tia, ou seja, já não se suicidaria de desgosto uns anos depois e teria dois filhos, sendo que um deles seria um futuro presidente da república muito bem sucedido e o outro um advogado de sucesso que salvaria muitas pessoas inocentes.

Pois bem, se tivesses deixado passar a senhora X podias estar a tirar o país do fosso e a salvar muitas pessoas. Como te sentes agora?

Pois, e então imagina que vais na rua, vês uma pedra e dás-lhe um pontapé. A pedra rola mais uns centímetros e mete-se debaixo da roda de um carro. Quando o carro sair a pedra vai saltar e vai ficar estrategicamente colocada no caminho de uma pobre velhinha com dificuldades de equilíbrio. Pimba! Lá vai a velhinha estrada fora aos rebolões.

Podes matar uma velhinha assim do nada. Achas bonito?

Eu não. E assusta-me...

Posso olhar para alguém e estar a decidir dessa forma todo o futuro dessa pessoa.

É chato. E incomodativo também.

O peso da responsabilidade é demasiado.





Tarequinha, miss know-it-all


P.s. - Já temos 1 cadeira e meia feitas este ano, tareco museu

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Mutantes e Papayas

E se vivessemos num mundo povoado por mutantes? Se todos nós fossemos criaturas medonhas, hediondas que tivessemos todos os órgãos do avesso e fora dos sitios convencionais? Poderíamos marginalizar as pessoas "normais" que, sendo uma minoria seríam consideradas anormais.
As mutações podiam variar de cidade para cidade. E se pudessemos comprar mutações?

Tareco

Entre todas estas mutações surgiu-me a imagem mental de um colega nosso, muito heavy-metal, com os seus longos cabelos compridos, em que nos seus cabelos nasceriam papaias. Aliás, papayas, porque o sr. Tareco é chique e diz que é assim que se escreve. Papayas que naturalmente depois de abertas só teriam mais cabelo lá dentro.

(Agora só consigo imaginar o meu colega a caminhar tipo ogre e a oferecer papayas a todas as raparigas que encontrasse para depois fugir a dizer com uma voz cavernal: Do you feel me? I'm inside you... Can you feel me?)

A partir desta ideia surgiu-me um mundo ideal povoado por papayas:

- E se a única palavra que as pessoas soubessem dizer fosse papaya? "Papayapapayapapaya papaya papayapapaya"

- As mini-papayas nasceriam do cruzamento de papayas com mamayas, e quando morressem iriam para o papayariso

- As pessoas diriam "Boa Papaya, Sr. António!" ao cumprimentarem-se e diriam "Rais t'Papaya!" quando estivessem chateadas. "Papayo-te" seria um verbo para exprimir qualquer coisa que eu não faço ideia, e teríamos terras como Papaya-a-Velha, Várzea de Papaya, Santa Papaya do Porto. Os nossos heróis seriam o Papaya da Gama, o Chuck Papaya Norris, o Tio Papayinhas ou o Papaya Natal.
Com sorte até podiamos ter um líder que fosse o magnânimo e sapiente Papayo.

Para finalizar, os trolhas, ao encontrarem um grupo de meninas, diriam piropos como:
"OH BOUAS, gostam de papaya?"
"Ah, não..."
"Então mamaya!"

(Neste ponto estou à procura da minha dignidade debaixo da mesa, porque desci muito, muito baixo)

TARECA PAPAYA em directo da Tarecoslováquia, Républica do Tarequistão

PapayaPapayaPapayaPapayaPapayaPapayaPapayaPapayaPapayaPapayaPapayaPapaya
PapayaPapayaPapayaPapayaPapayaPapayaPapayaPapayaPapayaPapayaPapayaPapaya
PapayaPapayaPapayaPapayaPapayaPapayaPapayaPapayaPapayaPapayaPapayaPapaya
PapayaPapayaPapayaPapaya
PapayaPapaya
Papaya