quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Manifesto anti gato
O meu gato é meio cigano!
O meu gato pesca tanto de poesia que até faz sonetos com ligas de duquezas!
O meu gato é um habilidoso!
O meu gato veste-se mal!
O meu gato usa ceroulas de malha!
O meu gato especula e inócula os concubinos!
O meu gato é Dantas!
O meu gato é Júlio!
Morra o meu gato, morra! PIM!
O meu gato é um ciganão!
Não é preciso ir p´ró rocio p´ra se ser um pantomineiro, basta ser-se pantomineiro!
Basta usar o tal sorrisinho, basta ser muito delicado e usar côco e olhos meigos! Basta ser Judas! Basta ser o meu gato!
O meu gato é um soneto d'ele próprio!
O meu gato em génio nunca chega a pólvora seca e em talento é PIM-PAM-PUM!
O meu gato nu é horroroso!
O meu gato cheira mal da boca!
O meu gato é o escárnio da consciência!
Se o meu gato é português eu quero ser espanhola!
O meu gato é a vergonha da intelectualidade portuguesa! O meu gato é a meta da decadência mental!
E ainda há quem não core quando diz admirar o meu gato!
E ainda há quem lhe estenda a mão!
E quem tenha dó do meu gato!
....
Texto adaptado do Manifesto Anti Dantas retirado de http://www.prof2000.pt/users/tomas/manifesto_anti.htm . Ao que parece alguém tinha um gato chamado Dantas com um feitio muito parecido com o do meu.
Estou amuada. Arranhou-me.
Tareca
sábado, 11 de julho de 2009
Teorias Escolares
Irei explicitá-las por tópicos:
- E se os professores fizessem intervalos comerciais?
Ora bem, tudo muito bem numa aula: «patatipatatá suspensões Mcpherson práquieprácolá mais multilink assimassado - e agora interrompo a aula para um intervalo comercial" e era neste momento que o professor começava a debitar um caudal de anúncios a pastas de dentes e aspiradores que REALMENTE limpam a sua casa e a champôs medicinais, com a mesma velocidade que os senhores da rádio lêem as contra indicações dos medicamentos. Isto era realmente chato, mas ao mesmo tempo acabava por quebrar um pouco da monotonia e prestar algum serviço público. Eu apoiava. Principalmente se pudéssemos fazer zapping e pôr um professor a falar com sotaque ligeiramente brasileiro enquanto discursava sobre os leões que estavam a dormir na savana com aquele jeitinho próprio da National Geographic.
- E se tivéssemos aulas com santos?
Nada mais estúpido. «Eh pá, vamos ter aulas de Mecânica dos Fluidos com a Santa Bárbara das Tempestades!» «Oh pá, a Santa Teresinha das Almoçadeiras vai-me chumbar outra vez este ano...» «Então o professor já não vem dar aulas este semestre? Ouvi dizer que estava a fazer beatificação em Motores Diesel».
E lá estaríamos todos na aula, olhando para o santo(a) que nos tinha que aturar, de cabeças ao alto. Sempre que tivéssemos uma dúvida teríamos que fazer uma oração, e o salário era pago com esmolas. Os professores também podiam mudar de cor com a temperatura como o artesanato de Fátima e quem sabe até brilharem no escuro.
- E se estudássemos todos em Hogwarts?
Esta é parva. Mas tinha a sua piada...
Depois de tanta teoria apetece-me ir andar de mota...
Tareca, motard (fazendo lembrar um certo tareco)
'V' boas curvas!
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Mutantes, a sequela
Aqui à tempos ao ver uma mosca a sobrevoar o meu ex-local de trabalho (sim, o tareco-mór já foi télépizzeiro e já é télédistribuidor à uns mesitos valentes), lembrei-me da frase popular “ai, quem me dera ser mosca...”
E se todos nós fossemos moscas?
Em vez de estarmos ocupados com o nosso trabalho usual, estariamos ocupados a chatear as moscas que encarnavam a nossa pele nos nossos empregos ou nas nossas aulas. Seria assim que em vez da frase popular, seria qualquer coisa do género “ai, quem me dera ser humano para saber o que é que a minha Maria anda a fazer...”. Estaríamos constantemente a sobrevoar as moscas enquanto elas faziam pizzas e seríamos atraídos por luzes intensas... as moscas velhotas provavelmente iriam correr atrás de nós com "mata-humanos" ou pulverizar a sala com Raid para serem protagonistas de um mini-holocausto.
Ao passo que os humanos passavam a viver apenas uma idade media de 30 dias, as moscas duravam 75 anos em média, contudo os humanos podiam ter milhares de filhos em cada “fornada”... nem quero imaginar a confusão nas creches ehehe
Isto já para não falar das várias etnias de humanos. Assim como há hoje em dia moscas, mosquitos, moscardos, varejeiras, ou até melgas, havia vários tipos de humanos, cada um com as suas caracteristicas, desde humanosvampiros até humanosinfecciososdistribuidoresdedoenças que picavam as moscas ou transmitiam doenças para estas.
E se estamos a falar em moscas, porque não insectos no geral? Devia ser bastante interessante ouvir comentários do género, “epa ja reparaste nos oito olhos daquela mulher-aranha? Tem aquelas pernas todas peludinhas mesmo como eu gosto”. Uma boa resposta a esse tipo de piropos seria “olha que o ultimo que se fez a mim acabou a ser comido vivo enrolado na minha teia”
Era um mundo estranho, não?
Tareco-motard
domingo, 5 de julho de 2009
Teoria do Caos
Quase toda a gente conhece aquela expressão de que o bater de asas de uma borboleta na China pode provocar o caos e mais não sei o quê. Pois imaginem:
Vão para o trabalho/escola, e numa passadeira não deixam passar a senhora X. Ora se a senhora X tivesse atravessado a rua, tinha encontrado o senhor Y antes de este virar a esquina, tinham sorrido um para o outro, entretanto voltavam a cruzar-se e achavam piada a este "2º encontro", envolviam-se e a senhora X já não teria que casar com o irmão do cunhado só para não ficar para tia, ou seja, já não se suicidaria de desgosto uns anos depois e teria dois filhos, sendo que um deles seria um futuro presidente da república muito bem sucedido e o outro um advogado de sucesso que salvaria muitas pessoas inocentes.
Pois bem, se tivesses deixado passar a senhora X podias estar a tirar o país do fosso e a salvar muitas pessoas. Como te sentes agora?
Pois, e então imagina que vais na rua, vês uma pedra e dás-lhe um pontapé. A pedra rola mais uns centímetros e mete-se debaixo da roda de um carro. Quando o carro sair a pedra vai saltar e vai ficar estrategicamente colocada no caminho de uma pobre velhinha com dificuldades de equilíbrio. Pimba! Lá vai a velhinha estrada fora aos rebolões.
Podes matar uma velhinha assim do nada. Achas bonito?
Eu não. E assusta-me...
Posso olhar para alguém e estar a decidir dessa forma todo o futuro dessa pessoa.
É chato. E incomodativo também.
O peso da responsabilidade é demasiado.
Tarequinha, miss know-it-all
P.s. - Já temos 1 cadeira e meia feitas este ano, tareco museu
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Mutantes e Papayas
As mutações podiam variar de cidade para cidade. E se pudessemos comprar mutações?
Tareco
Entre todas estas mutações surgiu-me a imagem mental de um colega nosso, muito heavy-metal, com os seus longos cabelos compridos, em que nos seus cabelos nasceriam papaias. Aliás, papayas, porque o sr. Tareco é chique e diz que é assim que se escreve. Papayas que naturalmente depois de abertas só teriam mais cabelo lá dentro.
(Agora só consigo imaginar o meu colega a caminhar tipo ogre e a oferecer papayas a todas as raparigas que encontrasse para depois fugir a dizer com uma voz cavernal: Do you feel me? I'm inside you... Can you feel me?)
A partir desta ideia surgiu-me um mundo ideal povoado por papayas:
- E se a única palavra que as pessoas soubessem dizer fosse papaya? "Papayapapayapapaya papaya papayapapaya"
- As mini-papayas nasceriam do cruzamento de papayas com mamayas, e quando morressem iriam para o papayariso
- As pessoas diriam "Boa Papaya, Sr. António!" ao cumprimentarem-se e diriam "Rais t'Papaya!" quando estivessem chateadas. "Papayo-te" seria um verbo para exprimir qualquer coisa que eu não faço ideia, e teríamos terras como Papaya-a-Velha, Várzea de Papaya, Santa Papaya do Porto. Os nossos heróis seriam o Papaya da Gama, o Chuck Papaya Norris, o Tio Papayinhas ou o Papaya Natal.
Com sorte até podiamos ter um líder que fosse o magnânimo e sapiente Papayo.
Para finalizar, os trolhas, ao encontrarem um grupo de meninas, diriam piropos como:
"OH BOUAS, gostam de papaya?"
"Ah, não..."
"Então mamaya!"
(Neste ponto estou à procura da minha dignidade debaixo da mesa, porque desci muito, muito baixo)
TARECA PAPAYA em directo da Tarecoslováquia, Républica do Tarequistão
PapayaPapayaPapayaPapayaPapayaPapayaPapayaPapayaPapayaPapayaPapayaPapaya
PapayaPapayaPapayaPapayaPapayaPapayaPapayaPapayaPapayaPapayaPapayaPapaya
PapayaPapayaPapayaPapayaPapayaPapayaPapayaPapayaPapayaPapayaPapayaPapaya
PapayaPapayaPapayaPapaya
PapayaPapaya
Papaya
domingo, 24 de maio de 2009
E se ainda não tivessem inventado a roda?
Estou a imaginar-nos a ter Tecnologia Automóvel no laboratório a dar voltas à cabeça para criarmos um motor de combustão interna de êmbolos triangulares com cambotas em forma de estrela para fazer o primeiro veículo motorizado do mundo. E a quantidade de calculos que teriamos de fazer para calcular esforços nas bielas invertidas em forma de cruz ou ainda o trabalho que teriam os torneiros para maquinar as sedes para as valvulas em estrela?
E as ruas, como seriam? A minha melhor aposta vai para os cavalos, milhões de cavalos povoavam as nossas cidades.
As marcas que hoje em dia fabricam automóveis, seriam marcas de hardware para aplicar nos cavalos, o que quer dizer que quando se estendesse o dedo para chamar um táxi, viria um velhote montado num unicórnio com o corno em forma de estrela da mercedes. Iriamos ver corridas de rua entre cavalos gti, cavalos sobrealimentados com um engenhoso sistema de injecção de palha pelas goelas quando estivessem a galopar em 3a velocidade e tambem cavalos type R japoneses com olhos em bico e mecanismos agarrados às pernas para os fazer galopar mais rápido acima dos 8000 passos por minuto.
Obvio que para entregar pizzas, em vez das modernas hondas today (modernas? cof cof), íamos no nosso jumento com a caixa da telepizza atrás e um pau com uma cenoura à frente, senão éramos nós que levávamos a mula e não o caso contrário. Ao telefone diriamos aos clientes "Então dentro de 3 ou 8 horas consoante a disposição do animal, o pedido estará em sua casa". Em vez de irmos arrumar as motas à garagem íamos pôr as mulas a pastar e visto que ainda não se tinha inventado a roda, as pizzas da telepizza eram feitas em mil e uma formas geométricas diferentes, ou seja, existiam bastantes tipos de massas para escolher: massa normal ou fina, quadrada, triangular, ou até pentagonal.
Toda a publicidade teria de ser substituida pois não existiriam "Momentos redondos" mas sim "Momentos de variadas geometrias que não incluam o circulo".
Ok, ok, a imagem mental está-se a transformar mais numa espécie de governo mundial que tentasse banir a roda afirmando que era uma invenção do diabo e que quem usasse seria condenado a uma morte lenta e dolorosa até para uns rapazitos com um yô-yô que seriam brutalmente espancados e presentes a um julgamento fantoche com chefes de estado a declarar pena máxima... mas valeu o esforço, não?
Tareco
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Teoria #753
Porque é que as pessoas têm que se encolher todas quando ouvem determinada palavra? Porque é que toda a gente acha feio a palavra X ou a palavra Y, embora não se importem de dizer a palavra Z, mas nem pensar em ouvir os seus filhos dizerem X, Y ou Z.
Lá está, até eu para explicar isto não escrevo asneiras.
É aqui que entra a fabulosa expressão "E se..."
Ora bem, e se as asneiras como as conhecemos fossem outras palavras, tipo sofá, garfo ou livro?
Alguém martela um dedo: "Ah, GARFO!"
Deixas cair alguma coisa "Ca g'anda SOFÁ!"
Não entendo. O impacto nunca seria o mesmo.
E porque é que raio é que as asneiras são todas relacionadas com a experiência sexual do Homem ou pelo menos da sua cintura para baixo? Mas é ambíguo, é estúpido, ninguém diz "COPULA-SE!" quando está revoltado, ou "FEZES!" quando está a ter um dia de "fezes".
Não compreendo.